
O texto do folder, o roteiro de respostas da secretaria e a sequência do que é dito em cada momento. Material de trabalho: para usar, não para arquivar.
Multiplica Digital · Medeiros Neto · +55 (85) 98808-0404 · medeirosneto@multiplicadigital.com.br
Se algum texto deste material for adaptado, ele precisa continuar respeitando estes três pontos. É deles que vem a segurança da comunicação.
Quem vem da Unimed sai de uma consulta coberta pelo plano para R$ 300 e depois para R$ 600 — está subindo. Quem já paga particular continua em R$ 600 e nunca é ultrapassado. Todo texto deve soar assim. No momento em que soar como favor, cria ressentimento nos dois lados.
A razão apresentada é sempre o modo de trabalhar: consulta longa, retorno próximo, acompanhamento que não se limita ao coração. Nunca remuneração, glosa, burocracia ou qualquer queixa da Unimed. Além de soar mal, criticar publicamente a cooperativa enquanto o vínculo está vigente é risco desnecessário.
Valor não vai a Instagram, site, story ou qualquer lugar aberto. A Resolução CFM 2.336/2023 veda divulgação de preço e concorrência por preço. O valor é dito ao paciente que pergunta e escrito no folder que ele recebe em mãos — em nenhum outro lugar.
Escrito em primeira pessoa, na voz da Dra. Helena. É ela quem assina e é ela quem entrega — por isso o folder leva a marca dela, não a da Multiplica.
A partir de 2027, meu atendimento
será exclusivamente particular
O que muda para você, que já é meu paciente.
Decidi encerrar meu credenciamento na Unimed. A partir de janeiro de 2027, minha agenda será exclusivamente particular.
Essa escolha tem a ver com o tempo que eu quero dedicar a cada consulta. Acompanhar bem um paciente do coração significa olhar também para a pressão, o sono, o estresse, o diabetes e os remédios que ele toma por outras razões. Isso pede consulta longa e retorno próximo — e é assim que eu quero seguir trabalhando.
Você, que consultou comigo em 2026, tem uma condição de transição:
Durante todo o ano de 2027 — R$ 300 por consulta, metade do valor da consulta
particular.
A partir de 2028 — o valor integral, igual para todos os meus pacientes.
O título anuncia o que passa a valer, não o que acaba. "Deixo de atender a Unimed" põe o plano no centro e convida à discussão sobre o plano. "Meu atendimento será particular" põe a prática dela no centro — que é onde a conversa tem que ficar.
Faço questão de explicar o porquê dessa condição.
Eu não quero interromper o acompanhamento de quem já está comigo. Passar de uma consulta coberta pelo plano direto para o valor integral seria, na prática, isso. Por isso 2027 é um ano intermediário: metade do valor, para que você tenha tempo de se organizar sem parar de se cuidar.
Não é um desconto por tempo indeterminado. É uma ponte, com começo e fim definidos.
Nada. Sua consulta de 2026 já garante a condição.
Quando quiser marcar, fale com a gente pelo WhatsApp (85) 98720-0791.
Atendimento no ANGIOCENTRO — R. Vicente Linhares, 521, Loja 1, Aldeota.
Dra. Helena Brasil
CRM-CE 14077 | RQE 10106
Cardiologia · Arritmologia Clínica
Para quando o paciente pedir por WhatsApp. Folder digital circula: é encaminhado para a família, para o grupo, para quem não é paciente. Por isso esta versão troca o bloco 2 pelo texto abaixo e mantém todo o resto igual.
Você, que consultou comigo em 2026, tem uma condição especial de transição para o ano de 2027. Fale com a secretaria pelo WhatsApp e ela explica como fica no seu caso.
A regra que não se quebra: a secretaria nunca negocia valor, nunca promete exceção e nunca diz "vou perguntar para a doutora" quando o assunto é preço — essa frase abre uma negociação que não existe.
"A Dra. Helena está encerrando o atendimento pela Unimed, e este é o seu último retorno pelo plano. Ela preparou um material explicando como fica daqui pra frente. Posso te entregar e explicar rapidinho?"
Nada sobre valores pagos pelo convênio, glosa ou burocracia.
"Não sei como vai ficar." A secretaria sabe — e essa frase transforma informação em boato.
"Consigo marcar sim. Só preciso te avisar: a Dra. Helena encerra o atendimento pela Unimed no fim deste ano. Marcar agora garante para você uma condição especial em 2027 — quando você vier, eu te explico direitinho."
O valor por telefone. O número sozinho, sem a explicação e sem o folder na mão, vira "aumentou".
"Corre que vai acabar." Não é promoção.
"A Dra. Helena não atende mais pela Unimed — o atendimento agora é particular. Como você consultou com ela em 2026, você tem a condição de transição: R$ 300 por consulta durante todo este ano."
"Ela não atende mais nenhum plano", se não for verdade. Confirmar antes.
"Infelizmente." Não há nada de infeliz — é uma mudança planejada e avisada com um ano de antecedência.
"É uma escolha dela sobre o jeito de trabalhar: consultas mais longas e acompanhamento mais próximo, olhando o paciente por inteiro e não só o coração. Ela explica isso no material que preparou."
Qualquer coisa sobre quanto o convênio paga.
"Porque estava dando muito trabalho." Verdadeiro em parte, péssimo de ouvir: o paciente se entende como o trabalho.
"A consulta particular é R$ 600, com o retorno já incluído. Para você, que consultou em 2026, fica R$ 300 durante todo o ano de 2027."
Se insistir: "Eu entendo. O valor é esse e não tenho como mudar. O que eu consigo fazer é te ajudar a achar um horário que caiba melhor pra você."
"Vou ver com a doutora." Abre negociação onde não existe negociação.
"É caro mesmo, né." Concordar entrega a conversa.
Comparar com o preço de outros médicos — o CFM veda concorrência por preço.
"Essa condição foi criada para os pacientes que a Dra. Helena já vinha acompanhando, para que ninguém precisasse interromper um tratamento em andamento. Para quem está começando agora, o valor é o da consulta particular: R$ 600, já com o retorno incluído."
"É regra da clínica" ou "não posso fazer nada" — soa burocrático e faz a pessoa insistir.
"Deixa eu ver se acho seu nome." Conferir a agenda antes de responder, nunca durante a conversa.
Se uma exceção for aberta, ela vira precedente no mesmo dia — pacientes conversam entre si na sala de espera. A resposta acima funciona porque explica o motivo em vez de invocar regra: ela não nega um favor, ela descreve para quem a ponte foi construída.
"Entendo. No horário eu consigo te ajudar — isso eu resolvo. O valor é o mesmo para todo mundo, inclusive para quem ela acompanha há anos."
"Vou falar com ela." Coloca a Dra. Helena na posição de negar pessoalmente.
"Quem sabe." Manter a porta entreaberta garante que a pessoa volte a empurrar.
"A Dra. Helena renova receita e revalida exame durante a consulta, porque precisa reavaliar antes de assinar. Consigo te encaixar em um horário?"
"Vou pedir para ela." É exatamente o que gera as cinco a dez mensagens por dia.
"Ela faz sim, só demora." Transforma um limite claro em fila de espera.
Se o paciente disser que está sem a medicação ou relatar sintoma, isso deixa de ser assunto de roteiro e vai direto para a Dra. Helena. Roteiro organiza demanda administrativa; não filtra risco clínico.
"Compreendo perfeitamente. Se precisar, a Dra. Helena prepara um resumo do seu acompanhamento para você levar ao próximo médico. E a porta fica aberta se quiser voltar."
Qualquer tentativa de segurar, insistir ou oferecer condição melhor.
Comentário sobre outros profissionais.
A ordem importa mais que o conteúdo. Falar em público antes da hora cria problema contratual; falar tarde demais deixa o paciente saber por terceiros.
Canal fechado, um a um.
Só depois que a cooperativa confirmar.
O assunto se encerra.
| Quando | O que acontece | Quem |
|---|---|---|
| Agosto | Aval da Dra. Helena à régua e ao texto do folderNada é impresso antes | Dra. Helena |
| Agosto | Conferir no estatuto da cooperativa o prazo de aviso, para confirmar janeiro de 2027 como data pública | Dra. Helena |
| Agosto | Diagramação do folder na identidade da Dra. Helena e impressão | Multiplica |
| Agosto | Treino do roteiro com a secretaria — ler em voz alta as nove situações | Consultório |
| Set a dez | Aviso paciente a paciente, na consulta, com folder em mãos | Secretaria |
| A confirmar | Pedido formal de saída da cooperativaA data governa toda a fase 2 | Dra. Helena |
| Após a saída | Linha no site, post informativo e atualização do perfil do Google | Multiplica |
| Jan/2027 | Régua em vigor: R$ 300 para quem estava na agenda de 2026 | Secretaria |
| Jan/2028 | Fim da transição: R$ 600 para todos | Secretaria |
Avisar sem material na mão obriga a secretaria a improvisar o número e a explicação, e cada paciente sai com uma versão diferente da história. Uma semana a mais para imprimir vale mais do que quatro meses de aviso desalinhado.
Nenhuma impede o trabalho de seguir. Todas mudam uma frase do folder ou do roteiro, e é mais barato decidir agora do que corrigir depois de impresso.
A consulta de R$ 600 inclui. Se a de R$ 300 também incluir, precisa estar escrito — é a primeira pergunta que o paciente faz.
Consulta realizada ou consulta marcada? E quem marcou e faltou, entra? O critério precisa ser único e conferível.
Tem direito à condição e não usou dentro de 2027: perde, ou usa uma vez? Sem definição, a secretaria decide na hora — e decide diferente a cada vez.
A data depende do prazo de aviso previsto no estatuto da cooperativa. Ela está no folder; recuar depois de impresso é o pior cenário.
Não foi tratado na reunião. Se houver, a situação 3 do roteiro muda: não se pode dizer "atendimento agora é particular".
O número sai da agenda: quantos pacientes Unimed distintos passam de setembro a dezembro, mais uma margem.
A régua promete um preço para um ano inteiro. Em janeiro de 2027 a secretaria vai precisar conferir isso dezenas de vezes, sem depender de memória. Uma marcação no cadastro do paciente resolve — mas precisa ser criada antes de o primeiro aviso sair, não depois.